
A minha intenção de ficar em casa de família era viver como uma pessoa de lá. Mas devia ter pensado que essa opção requer sorte na hora da escolha da sua família e o lugar que você vai morar. Não é que eu não tenha tido sorte, mas não foi exatamente como eu pensava. Minha “família” era um casal novo, deviam ter uns 30 e poucos anos. Eram meio distantes, falavam o básico comigo, e eu acabei me sentindo como se estivesse de favor na casa deles, embora estivesse pagando, e caro por sinal! A casa era bonitinha, meu quarto era ajeitadinho, mas os europeus não têm muito a cultura da limpeza que temos no Brasil. Tudo era meio sujo, fiquei com um certo nojo!
- Meu quarto
No fim de semana acordei com uma festinha em casa, que obviamente não fui nem convidada. Imaginei que era a comemoração do casamento deles, pois tinha visto um quadro de fotos jogado na cozinha com o certificado de casamento em Las Vegas, bem na data deste fim de semana, só que há 11 anos atrás! No dia seguinte vi os cartões, o bolo, mas nem comentaram nada comigo.
No meu último dia lá não encontrei com eles em nenhum momento em casa, e quando cheguei a noite eles já estavam dormindo. Fiquei mal de cabeça porque tive que deixar um bilhete avisando que estava voltando para o Brasil naquela madrugada mas, do jeito que são, acho que eles nem se importaram!
O pessoal do curso era bem legal. As japinhas são umas fofinhas, dá vontade de apertar. Uma coisa muito importante que aprendi é que coreano, japonês e chinês não são idênticos como eu pensava. Hoje consigo distinguir facilmente quem é de onde. A única coisa que ainda preciso aprender é decorar todos os nomes!
O curso era basicamente formado por japoneses, tailandeses, e iranianos, mas também tinham alguns espanhóis, colombianos, mexicanos e poucos brasileiros.
- Gaku (Japão)
- Gabys
- Gaby
- Chris (Brasil – MG), Renato (Brasil – SP), Bernush (Iran), Omid (Iran), Gaby (México), Farid (Iran)
- Guanabara – Santa Clara
- Rose of York
- Ayaka (Japão)
Fizemos picnic, fomos a muitos pubs, nights e no carnaval de Notting Hill, que para mim, que sou do RJ, foi horrível, mas os gringos amaram.
Esses 15 dias em Londres foram muito bons e como já dizia Samuel Johnson “When a man is tired of London, he is tired of life.” Não tem praia, o tempo é frio, mas eu poderia viver a minha vida toda em Londres sem me cansar!
















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